Meus caros,
Mais uma vez minha ausência aqui foi mais longa do que o esperado, mas a correria do trabalho me impede de escrever aqui mais vezes. De qualquer forma, volto com bastante coisa pra postar. Entre setembro e outubro tirei férias e fiz mais um mochilão que rendeu várias histórias, experiências e uma bagagem cultural espetacular!
Fiquei um mês viajando pelo Oriente Médio, um mundo realmente diferente do que eu estou acostumado a contar aqui sobre a Europa. Estive na Turquia, Síria, Líbano, Jordânia, Israel, Palestina e Egito. Aos poucos, vou tentando relatar essas viagens com tantas coisas distintas. Desde praias até desertos, desde muçulmanos até judeus, desde mulheres de burca até as espetaculares soldadas do exército israelense. Balonismo na Capadócia, Maravilhas do Mundo, violência na Síria, baladas no Líbano, Petra, Mar Morto, o eterno conflito entre Israel e Palestina, pirâmides....
Foi uma mistura de várias realidades que tentarei colocar em palavras da melhor maneira possível. E antes de tudo, acho que vale citar uma coisa logo agora. O Oriente Médio é muito mais seguro para um viajante do que imaginamos. Guerras e problemas políticos à parte, e nesse caso é importante deixar claro que a mídia internacional faz um barulho muito maior do que o que realmente acontece, não me senti em situação de risco em nenhum momento por lá. Muito pelo contrário. Com as devidas precauções e sem se impressionar com tanques, metralhadoras e o exército nas ruas, foi uma viagem que valeu muito a pena. Vou dividir as histórias, dicas e fotos em vários posts a partir de agora.
Cheers!
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Moscou: do comunismo soviético à abertura para o mundo, a surpreendente capital russa
Poucas cidades no mundo são capazes de te surpreender positivamente quando você cria uma grande expectativa sobre ela antes de visitá-la. Moscou é uma dessas e entrou na minha lista de favoritas. Símbolo do comunismo, a capital da Rússia cada vez mais se abre ao mundo e se aproxima da realidade capitalista. Mesmo assim, glasnost (abertura) e perestroika (reestruturação)à parte, ainda conserva muita história, características e a essência da antiga União Soviética. A Praça Vermelha, o Kremlin e a St. Basil Cathedral são um espetáculo à parte.
Fiquei três dias por lá agora em maio de 2011, antes de ir para a final da Champions em Londres. Aproveitei que estava indo para a Europa e peguei uns dias de folga para conhecer um lugar novo. Eu queria um destino diferente dos tradicionais, outra cultura e acabei colocando essa idéia em prática. Paguei 238 libras esterlinas nos voos de ida e volta da BMI de Londres para Moscou, valor mais alto em relação à média dos vôos dentro do continente. No entanto, vale lembrar que as companhias aéreas low-cost ainda não voam para lá, e este trajeto é mais longo, quatro horas de viagem.
Fui com as amigas Suelen e Mariana e ficamos no Godzillas Hostel, por 12 euros (500 rublos) a diária cada um, sem café da manhã. Acomodação boa, organizada e sem nenhum atrativo especial, mas justa pelo preço e a uns 15 minutos de caminhada até a Praça Vermelha. Moscou é uma cidade bem grande, com mais de 10 milhões de habitantes, é a sétima maior do mundo e tem a maior área metropolitana da Europa. Mesmo assim, achei que três dias foi o tempo ideal para conhecer as principais atrações. Claro que se a estada for mais longa é possível aproveitar ainda melhor, mas se houver mais tempo a recomendação é conhecer também São Petersburgo, o que acabei não podendo fazer.
Chegamos ao aeroporto Domodedovo em um sábado pela manhã, pegamos um trem até o centro da cidade (estação Paveletsky) e depois o metrô até a estação (Tsvetnoy Bulvar) mais perto do hostel. Mas o que pode parecer fácil para um viajante frequente não é tão simples assim na Rússia. Acho que dos 37 países que eu conheci até hoje, esse foi o que eu tive mais dificuldade na comunicação. A maioria da população local não fala inglês, em geral, apenas os mais jovens têm o domínio da língua. Isso também acontece em várias outras nações, eu sei, mas onde se fala espanhol, italiano ou francês, por exemplo, o entendimento é muito mais fácil. Para piorar, em raríssimos lugares, apenas nos extremamente turísticos, há informações, placas e sinalizações em inglês. De resto tudo, é escrito naqueles desenhinhos bizarros que eles chamam de letras, também conhecido como alfabeto cirílico. Para quem não tem o conhecimento do idioma, é simplesmente ilegível.
Resumindo, o simples fato de pegar um metrô e trocar de linha se torna uma aventura. Além de tudo estar escrito em russo, a maioria das placas não tem a cor da linha junto. E pedir uma informação nas ruas não é das dez tarefas mais fáceis do mundo. Mas isso também não é motivo para pânico exagerado. A partir do segundo dia você vai se acostumando com a bagunça, fazendo as relações e os símbolos do cirílico ficam um pouco mais parecidos com o nosso alfabeto romano. Dica: tenha sempre a mão um mapa do metrô que tenha o nome das estações nas duas línguas, russo e inglês. Atenção: estações por onde passam mais de uma linha geralmente tem mais de um nome. Por exemplo, a mesma estação chama-se um nome X para a linha verde e outro nome Y para a linha vermelha.
Muita complicação? Bom, vamos ao lado bom do metrô moscovita. Além de ele cobrir praticamente toda a cidade, sendo um meio de transporte bem eficiente, a beleza da arquitetura subterrânea compensa tudo. Estações como Komsomolskaya (hein?!?) e Novoslobodskaya, entre outras, valem a visita.
As principais atrações turísticas estão concentradas ao redor da histórica Praça Vermelha, palco de revoluções no coração da cidade. Lá estão a St. Basil Cathedral (aquela famosa igreja toda colorida), o History Museum (uma imponente construção vermelha), o enorme centro comercial GUM (uma espécie de shopping center com boas opções de lojas e restaurantes), a Kazan Cathedral, o Mausoléu de Lênin e, claro, o Kremlin.
A St. Basil Cathedral é mais interessante e fotogênica por fora do que por dentro, mas se tiver tempo, não custa entrar. O Mausoléu de Lênin é uma visita obrigatória, com a entrada gratuita, tem uma fila às vezes longa, mas compensadora. A impressionante oportunidade de ver o corpo de Lênin embalsamado e em perfeito estado de conservação foi uma das experiências mais marcantes na minha vida de viajante. O corpo do ex-líder do partido comunista russo e ex-chefe de Estado soviético, que morreu em 1924, “simplesmente” está exposto há décadas bem no centro de Moscou para o público em geral ver. A mera observação de Lênin faz você se sentir parte da história. Por ali, do lado de fora, na parede do Kremlin, também estão os túmulos de Stalin e Yuri Gargarin (com os escritos apenas em russo, a identificação fica difícil, vale perguntar no local).
O Kremlin é outro ponto turístico que não se deve perder. A sede do governo da Rússia (por onde passaram Lênin, Stalin, Mikhail Gorbachev, Boris Yeltsin, Vladimir Putin e, atualmente, Dmitry Medvedev), rodeada por imensos muros e torres de proteção, pode ser visitada e possui diversas construções e monumentos em seu interior. Existem algumas opções de tipos de ingressos para o local. Paguei 100 rublos (o que equivale a 2,50 euros e é o preço de estudante, o valor normal é 350 rublos), o que dava acesso à maioria dos lugares, incluindo a Cathedral Square, onde ficam as chamativas igrejas com cúpulas douradas: Assumption Cathedral, Annunciation Cathedral, Archangel Cathedral e The Bell-Tower of Ivan the Great. Os prédios do Palácio do Kremlin e o Senado russo podem ser vistos apenas por fora. Já para conhecer a Armoury Chamber, um museu das armas que retrata a trajetória de antigos czares, paga-se mais 350 rublos (cerca de 8 euros).
Mas os pontos de interesse de Moscou não param por aí. Vale citar o famoso Teatro Bolshoi, conhecido no mundo inteiro como uma das melhores companhias de balé e ópera, além da Cathedral of the Christ the Redeemer, além de outros museus espalhados pela cidade. Agradáveis também são o passeio de barco pelo rio Moscou e a rua comercial Stary Arbat. Para quem gosta de futebol, o estádio Luzhniki também deve fazer parte do roteiro.
Como não poderia faltar, falou em Rússia falou em vodka. E opções de bares e baladas noturnas para “degustar” a tradicional bebida local não faltam. Vale sempre perguntar no hostel onde está bombando no momento, mas o Propaganda é um dos principais clubs de lá e provavelmente um tiro certo se você busca diversão. Assim como em outros lugares da Europa, o Propaganda adota o “face control” na porta. Ou seja, quanto mais cedo chegar, mais garantida é a entrada, já que mais tarde o risco aumenta de o segurança barrar usando algumas das desculpas usuais: não pode entrar de tênis, precisa estar de camisa social, só pode entrar se estiver acompanhado de uma mulher, já está lotado, etc...
Antes de encerrar, uma dica para não gastar dinheiro à toa. Logo que cheguei ao hostel, falaram na recepção que estrangeiros precisavam pagar uma taxa de 400 ou 600 rublos (não lembro exatamente o valor) para fazer um registro na polícia russa. Se fossemos parados por um policial na rua sem esse registro, teríamos que pagar uma multa. Desconfiei, não paguei e até hoje não sei se realmente era verdade. De qualquer forma, apesar dos muitos policiais pela cidade, nunca me pediram nada.
Muita história, cidade vibrante e agradável, clima variado (peguei muito calor e sol em maio, mas o inverno é bem rigoroso, com neve), acesso mais fácil para nós (desde 2010 brasileiros não precisam mais de visto para entrar no país) e, claro, as russas primas da Sharapova... Precisa de mais motivos para visitar Moscou?
Legendas: 1) St. Basil Cathedral - 2) Praça Vermelha, com o History Museum (à esquerda) e a Kazan Cathedral (à direita) ao fundo - 3) Kremlin, visto de ponte sobre o Rio Moscou - 4) Cathedral Square, com as igrejas dentro do Kremlin - 5) Teatro Bolshoi - 6) estação de metrô Komsomolskaya
terça-feira, 28 de junho de 2011
Champions League e Copa Libertadores, as finais de 2011 - Organização é a grande diferença
Tive o privilégio de este ano estar presente nas duas principais decisões continentais de torneios interclubes do mundo: a Champions League e a Copa Libertadores. Saindo um pouco dos últimos posts sobre turismo, o objetivo aqui é relatar essa experiência, apontando diferenças entre as decisões na Europa e na América do Sul, contando cenas inesquecíveis e, infelizmente, também alguns fatos absurdos.
Fato é que Barcelona x Manchester United e Santos x Peñarol são jogos que ficarão marcados para sempre na minha memória. Falando do futebol e si e da festa, cada um no seu estilo, foram duelos fantásticos. Não importa o contraste financeiro, técnico ou de estrelas entre as duas finais. Não é esse o ponto. Foram dois espetáculos grandiosos, cada um da sua forma. No entanto, no quesito organização, a comparação entre ambos é cruel. Esta é a grande diferença que separa esses dois mundos, na minha humilde opinião.
Antes de criticar a final sul-americana, quero deixar claro que estou longe de achar tudo que é da Europa uma maravilha e tudo que é daqui uma porcaria. Respeito as diferenças culturais. O duelo no Pacaembu foi um dos mais empolgantes que já presenciei, com a torcida santista fazendo uma festa sensacional com fogos de artifício, sinalizadores e faixas, enquanto os uruguaios mostraram a força habitual ao cantarem e apoiarem a sua equipe em São Paulo. Dentro de campo, a vitória do Peixe, por 2 a 1, colocou Neymar, Ganso e companhia para sempre na história do clube. Show dos meninos da Vila e uma honra acompanhar isso de perto.
Porém, não dá para fechar os olhos para a ridícula desorganização em uma partida tão importante como essa. É até covardia comparar com o que aconteceu em Wembley. Foram diversos acontecimentos inaceitáveis presenciados no estádio da capital paulista.
Centenas de torcedores, mesmo com ingresso na mão, só conseguiram entrar no Pacaembu no segundo tempo. E quando entraram, não havia mais lugar para sentar. Além da superlotação em um estádio velho para 40 mil pessoas, as condições internas são precárias. Banheiros sujos, acessos apertados, lanchonetes vergonhosas. Além de venderem apenas um minúsculo cachorro-quente, refrigerante e batata, cada um por cinco reais, todos esses itens se esgotaram rapidamente antes de a bola rolar.
Outro ponto patético é a quantidade de bicões no gramado durante a comemoração do título, deixando a festa visualmente poluída e até perigosa, como pudemos ver. É ridícula a presença de diversos dirigentes, assessores não sei do que, amigos, primos, vizinhos, amigo do primo da cunhada do namorado e esse bando de gente que não tinha nada que estar lá atrapalhando o momento de glória dos atletas e comissão técnica. Não por acaso, um mané torcedor que invadiu o campo provocou uma briga generalizada entre os jogadores dos dois times ao provocar os uruguaios.
Vamos a mais reclamações. As condições de trabalho para nós jornalistas é algo deprimente. Na apertadíssima tribuna imprensa, espaço insuficiente para atender a demanda em uma final, existe meia-dúzia de mesas com tomadas e não há conexão wi-fi para internet. Trabalhei com o laptop no colo e só consegui tomada porque levei extensão para dividir com amigos. Parecia um puleiro. Depois do jogo, após uma aventura no meio das arquibancadas no caminho até o vestiário, cenas ainda mais bizarras para as entrevistas.
O já pequeno espaço no Pacaembu fica ainda mais reduzido com a presença dos mesmos penetras que estavam no gramado em um lugar onde apenas a imprensa deveria estar. A simples tentativa (pelo menos deveria ser simples) de entrevistar jogadores, técnicos e dirigentes se transforma em uma guerra com pessoas se acotovelando, se empurrando. Câmeras, microfones e gravadores misturados com intrusos com caneta e papel buscando um autógrafo ou uma foto com os ídolos. Nada contra quem quer os autógrafos, quando eu era criança eu também pedia, a culpa não é de quem pede. Culpado é quem deixou essas pessoas estarem no lugar onde não deviam, tudo tem o seu espaço.
A solução para tudo isso? Vou citar agora alguns casos de como funciona na Champions League. Seguir um bom exemplo, copiar coisas que dão certo não é pagação de pau, não é ser submisso, é apenas se dar o devido respeito e valor.
Acho que não preciso nem me alongar muito na quase que impecável organização inglesa para os torcedores que assistiram a mais um baile de Messi e companhia. Obviamente que os 80 mil que estiveram em Wembley tinham assentos marcados no estádio, lanchonetes, restaurantes e banheiros de boa qualidade, acesso sem grandes filas, sem empurra-empurra e com metrô na porta do estádio. Isso sem falar no Champions Festival, realizado no Hyde Park na semana que antecedeu a decisão em Londres. A matéria no link a seguir pode ilustrar um pouco desta atração: www.espn.com.br
Mas vamos direto à explicação de como funciona o esquema para a imprensa por lá. Coisa nada difícil de se fazer por aqui também, basta querer e ter bom senso. Eu não sei exatamente o número de jornalistas credenciados para Barça x Manchester, mas eram muitos, talvez perto de mil. Todos pediram o credenciamento com quase um mês de antecedência, e a Uefa só aceitou quantos Wembley podia comportar. Na tribuna, um espaço individual previamente marcado para cada um, com tomada, wi-fi e até um pequeno monitor de TV. Para a entrevista coletiva, só teve acesso quem tinha um passe especial, ou seja, a sala não ficou abarrotada de gente. Na zona mista após o jogo, áreas separadas para TVs com direitos de imagem, outras TVs, rádio e imprensa escrita. Sem nenhum bicão. Ainda vale citar o simpático e solícito tratamento dos funcionários, sempre dispostos a ajudar.
Coisa bem simples de se fazer por aqui. Não sei se a Conmebol, se o Santos, se a Aceesp, mas certamente alguém tinha que tomar frente e ser responsável por organizar isso. Tem que ter um pré-credenciamento, tem que se fazer uma tribuna provisória para uma decisão desse porte, tem que se fazer um esquema especial para zona mista e coletivas. Na Champions, a Uefa cuida do credenciamento e de todo o esquema para os jornalistas apenas na decisão. Antes disso, em todos os outros jogos do torneio é o clube mandante que tem a responsabilidade de organização, seguindo, claro, os padrões determinados pela entidade que comanda o futebol europeu.

Talvez este post tenha sido mais um desabafo do que um relato das experiências. Acho que as fotos e vídeos explicam melhor do que qualquer palavra a emoção de presenciar essas partidas. Mas fico na esperança de que um dia, quem sabe em breve, as coisas funcionem de uma forma mais correta aqui no Brasil. Faltam só três anos para a Copa do Mundo de 2014, e não adianta nada tudo ser uma maravilha durante o mês do Mundial, e depois tudo voltar ao normal, na base do tal “jeitinho”.
Essa comparação feita entre Libertadores e Champions de 2011 não é um fato isolado. Já estive em seis finais de Libertadores (1999, 2000, 2003, 2005, 2006 e 2011) e em duas de Champions (2010 e 2011), e os fatos são sempre semelhantes. Seja no Parque Antártica, no Morumbi, no Beira-Rio ou no Pacaembu, cada um desses estádios tem os seus pontos positivos e negativos. Mas insisto, a palavra é: organização! Capacidade nós temos. Precisamos evoluir.
Lengendas: 1) Barcelona 3 x 1 Manchester United, final da Champions League 2011, em Wembley, Londres - 2) Santos 2 x 1 Peñarol, final da Copa Libertadores 2011, no Pacaembu, São Paulo - 3) Festa da torcida do Barcelona - 4) Festa da torcida do Santos - 5) Espaçosa tribuna de imprensa em Wembley - 6) Puleiro para os jornalistas no Pacaembu
Vídeos: 1) Comemoração do Barcelona após o título da Champions, em Wembley - 2) Festa da torcida do Santos na final da Libertadores, no Pacaembu
sexta-feira, 24 de junho de 2011
De volta após Moscou e Champions em Londres!
Meus caros,
Após ausência de mais de um mês, estou aqui de novo para atualizar o blog. Aos poucos o acesso por aqui tem aumentado, fico feliz em ver pessoas interessadas em viajar e aumentar a bagagem cultural. A parte de comentários do blog segue sempre aberta para quem quiser fazer perguntas, tirar dúvidas, fazer sugestões, críticas...
Fiquei esse tempo sem escrever um pouco pela correria no trabalho e também por causa de mais uma viagem. No final de maio, estive por 12 dias de volta à Europa. Fui para Londres fazer a cobertura da final da Champions League, entre Barcelona e Manchester United, e aproveitei para matar as saudades de lá. Também visitei Moscou, a Rússia foi o 37º país que conheci. Aliás, me surpreendi positivamente com Moscou, p... cidade irada! Nos próximos posts escreverei sobre a Champions em Wembley e sobre a capital russa.
E como as viagens não podem parar nunca, já faço planos, ainda em fase inicial, para mais um mochilão em breve, ainda sem data definida. América Central ou Sul da África são as opções por enquanto. Mais pra frente, o leste da Ásia (Tailândia, Laos, Vietnam e arredores) também está entre minhas prioridades. Espero que dê certo. By the way, aceito dicas de quem já tenha visitado esses lugares.
Bom, acho que é isso.
Cheers!!!
Após ausência de mais de um mês, estou aqui de novo para atualizar o blog. Aos poucos o acesso por aqui tem aumentado, fico feliz em ver pessoas interessadas em viajar e aumentar a bagagem cultural. A parte de comentários do blog segue sempre aberta para quem quiser fazer perguntas, tirar dúvidas, fazer sugestões, críticas...
Fiquei esse tempo sem escrever um pouco pela correria no trabalho e também por causa de mais uma viagem. No final de maio, estive por 12 dias de volta à Europa. Fui para Londres fazer a cobertura da final da Champions League, entre Barcelona e Manchester United, e aproveitei para matar as saudades de lá. Também visitei Moscou, a Rússia foi o 37º país que conheci. Aliás, me surpreendi positivamente com Moscou, p... cidade irada! Nos próximos posts escreverei sobre a Champions em Wembley e sobre a capital russa.
E como as viagens não podem parar nunca, já faço planos, ainda em fase inicial, para mais um mochilão em breve, ainda sem data definida. América Central ou Sul da África são as opções por enquanto. Mais pra frente, o leste da Ásia (Tailândia, Laos, Vietnam e arredores) também está entre minhas prioridades. Espero que dê certo. By the way, aceito dicas de quem já tenha visitado esses lugares.
Bom, acho que é isso.
Cheers!!!
terça-feira, 17 de maio de 2011
Interlaken e região de Jungfrau: a viagem de trem por dentro dos Alpes da Suíça até o topo da Europa
São várias pequenas cidades que se espalham pelos Alpes Suíços, mas a mais visitada chama-se Interlaken. Localizada entres os lagos Thun e Birenz, Interlaken (entre os lagos, em português) é de mais fácil acesso e possui um maior número de atrações ao seu redor do que Zermatt, por isso talvez seja o destino de inverno mais comum do país. Bem difícil fazer uma escolha entre as duas, eu diria que ambas são imperdíveis, possuem muitas semelhanças e diferenças.
Além de ser também um agradável vilarejo tipicamente suíço, Interlaken oferece uma diversidade de passeios. Os principais são a região de Jungfrau (que engloba os montes Jungfrau, Eiger e Mönch), mais precisamente o pico de Jungfraujoch, uma fantástica estação de esqui a 3.471 metros de altitude; e o Schilthorn, montanha que abriga um interessante restaurante giratório, cenário do filme “007, A Serviço Secreto de Sua Majestade”. As cidadezinhas de Grindelwald, Mürren e Lauterbrunnen também são outras atrações.
Fui pra lá em junho de 2008, quando estava cobrindo a Eurocopa no país. Como contei no post anterior, com a credencial de jornalista tive a enorme vantagem de não pagar nenhum trem e ter bons descontos nos teleféricos, que são bem caros por sinal. Fui com o amigo Alexandre Coutinho e saímos de Zurique, em viagem ferroviária que dura 2 horas, com troca de trem em Berna. Ficamos uma noite no hostel Balmer`s Herbege, por 16 euros cada um a diária, uma excelente opção. Além de boas instalações, o albergue conta com um bar, uma pequena balada no subsolo e um espaço ao ar livre onde rolam festas, o que contribui bem para o descolado clima mochileiro do local.
A cidade de Interlaken em si até conta com uma boa estrutura de restaurantes (vale sempre lembrar que a Suíça é um país caro, nada fácil de encontrar lugares baratos para comer, por exemplo), hotéis, comércio em geral e até um cassino para atender a demanda de turistas, mas é apenas a base e ponto de partida para subir nas montanhas que a rodeiam. A estação de trem chamada Interlaken Ost é o lugar onde se inicia a viagem a paraísos com muita neve.
O pico de Jungfraujoch é um dos destinos mais espetaculares, chamado de ‘Top of Europe’ por possuir a estação de trem mais elevada do continente, a 3.454 metros de altura. Saindo de Interlaken e com baldeação em Grindelwald ou Lauterbrunnen, e depois também em Kleine Scheidegg, boa parte da ferrovia (a Jungfraubahn) se estende por túneis construídos por dentro das montanhas. Realmente impressionante. Lá no alto, localiza-se a plataforma de observação de Sphinx, onde o público pode ter vistas maravilhosas dos Alpes. Mesmo no verão, há muita neve para todos os lados, peguei temperatura de 5 graus negativos lá em cima. O local é bem estruturado com restaurante, lojinha e outros entretenimentos. Simplesmente espetacular também é o glaciar Aletsch, uma espécie de rio congelado que fica entre as montanhas ali.
É bom se programar e acordar bem cedo para pegar o trem, já que demora 2h20 só o trecho de subida, mais umas 2 horas a descida, fora o tempo que você passa lá no topo. Reserve no mínimo seis ou sete horas do dia para tudo. A primeira partida de Interlaken acontece por volta de 6h30, e a última volta saindo de Jungfraujoch é umas 17h45. O preço do trajeto total é bem salgado: 186 francos suíços, equivalente a 133 euros (Ah, se não fosse a credencial...). Vale lembrar que alguns passes especiais de trem também podem dar descontos.
Schilthorn é a outra principal montanha da região, a 2.970 metros de altitude. Além da paradisíaca vista lá de cima, a outra grande atração é o restaurante giratório Piz Gloria, onde você pode comer observando a 360 graus todos os detalhes dos deslumbrantes Alpes Suíços. Ao contrário do que se pode imaginar, a refeição tem um preço bem acessível no local. Na lojinha de souvenirs, claro, não faltam produtos fazendo referência ao famoso agente secreto 007, que teve um de seus filmes gravados por lá em 1969. Para se chegar ao topo, se pega um trem de Interlaken até Mürren, e depois um teleférico. O trajeto de ida dura cerca de 1 hora, e o preço total de ida e volta custa 109 francos, ou 78 euros.
Grindelwald, Mürren e Lauterbrunnen são cidadezinhas localizadas no meio do caminho entre Interlaken e as duas montanhas acima citadas. Grindelwald talvez seja a mais conhecida delas, mas todas contam com os seus atrativos. Possuem chalés de madeira típicos do país, com grandes áreas verdes (ou brancas durante o inverno rigoroso), onde vaquinhas com sinos pendurados no pescoço curtem a pacata vida pelos campos. Bons restaurantes com pratos regionais, fondues e chocolates suíços também fazem a alegria dos viajantes por lá. Em Lauterbrunnen existe uma enorme cachoeira com 300 metros de altura, a Staubbach, que vale uma visita.
Assim como em Zermatt, Interlaken e região também proporcionam diversos tipos de esportes tanto no inverno quanto no verão, com guias especializados para os mais amadores e desafios ousados para os mais experientes. Esqui, snowboard, bicicleta, caminhadas, entre outros podem ser praticados de acordo com o interesse de cada um nos lugares já mencionados.
A natureza presente nos Alpes da Suíça, como tentei explicar nestes dois últimos posts, certamente é algo fascinante. São belezas naturais de inverno, bem diferentes das também espetaculares maravilhas de verão que temos no Brasil e em outras nações da Europa. Ainda escreverei mais sobre outras cidades, mas este certamente é o grande motivo que atrai turistas a este interessante país. E bota interessante nisso, começando pelo “simples” fato de haver quatro línguas oficiais por lá: alemão, francês, italiano e romanche. Idioma, chocolate, queijo, pontualidade, relógio, neutralidade política e outras curiosidades suíças ainda serão abordadas por aqui...
Legendas: 1) Montanha Jungfraujoch, com plataforma de observação de Sphinx a fundo - 2) Glaciar Aletsch, ao lado de Jungfraujoch - 3) Trem e ferrovia de Jungfrau, por dentro das montanhas - 4) Restaurante giratório Piz Gloria, no topo de Schilthorn - 5) Vista dos Alpes Suíços e do teleférico do alto de Schilthorn - 6) Cidadezinha de Mürren - 7) Cachoeira Staubbach, em Lauterbrunnen
sábado, 14 de maio de 2011
Zermatt e o monte Matterhorn: um paraíso de inverno encravado nos Alpes Suíços
Não sei explicar exatamente o porquê, mas conhecer a Suíça, mais precisamente os Alpes Suíços, era um sonho de infância. Esse negócio de ver neve, algo que não existe no Brasil (aquelas espumas que caem de vez em nunca no Sul não conta), me fascinava. Eu já tinha visto neve pela primeira vez na Patagônia argentina, mas tive a oportunidade de realizar aquele desejo de criança anos depois.
Para ir às principais montanhas da Suíça, contei com um pouco de sorte, um pouco de ousadia e um pouco dos benefícios que ser jornalista nos dá. Era junho de 2008, e eu estava como freelancer cobrindo a Eurocopa na Áustria e na Suíça. Com a credencial de imprensa, eu não pagava nenhum trem ou transporte terrestre entre as cidades desses dois países durante todo o período da competição. E ainda tinha desconto em vários teleféricos para subir nos Alpes. Isso ajudou muito, porque esses meios de transporte não são nada baratos por lá. Então, aproveitei o tempo livre entre os jogos de futebol para conhecer mais lugares na Europa.
A cidadezinha de Zermatt e a montanha de Matterhorn foram o primeiro destino escolhido. Eu estava em Zurique, peguei o trem de lá com troca em Visp, em um trajeto total que demora 3 horas. É um percurso daqueles que não se deve dormir, já que a paisagem vista pela janela é espetacular. Para ser sincero, não sei direito os preços, mas o site da companhia ferroviária (www.sbb.ch) é bem completo. Zermatt também é o ponto final do famoso trem turístico Glacier Express, que começa em St. Moritz ou Davos. Para quem pretende chegar lá de carro, é obrigatório estacionar na cidade de Täsch, 5 km antes, já que automóveis não circulam nas ruazinhas. Viajei sozinho e fiquei uma noite no Matterhorn Hostel, por 20 euros a diária.
Zermatt é minúsculo, parece um vilarejo, com cerca de 6 mil habitantes, que se multiplicam durante o inverno. A cidade encravada no meio das montanhas é agradável, com aquele cenário de casinhas tipo chalés de madeira com telhados triangulares e picos nevados ao fundo. No dia que cheguei, estava rolando uma banda local com música típica e umas barraquinhas vendendo comida e cerveja. Na pracinha central, há uma igreja e nas ruas próximos diversos restaurantes, barzinhos e lojas.
Mas a grande atração, claro, fica um pouco mais acima. O Matterhorn é a montanha mais famosa da Suíça, vista de quase qualquer ponto da cidade. Com 4.478 metros de altitude, é um símbolo do país, representado também em alguns produtos famosos, como o chocolate Toblerone, por exemplo. Para subir no Matterhorn, apenas poucos corajosos escaladores conseguem o feito. Mas nós meros viajantes podemos subir de teleférico em montanhas próximas para ter uma bela vista do pico.
Existem várias opções de trajetos para ir ao alto das montanhas, mas o principal deles é o Matterhorn Glacier Paradise (ao custo de 90 francos suíços, cerca de 70 euros, o preço inteiro, sem o desconto para quem tiver passes especiais). Neste, você sobe em duas etapas de bondinho, a primeira até Schwarzsee (onde há um restaurante), e depois atinge o Klein Matterhorn, um pico a 3.883 metros de altitude, o mais alto da Europa a ser alcançado de teleférico. Lá no alto, além de neve para todos os lados, você também pode visitar um “palácio de gelo”, uma espécie de caverna com vários objetos moldados com gelo. Para quem gosta ou pelo menos quer tentar esquiar, existe a possibilidade de alugar equipamentos e roupas de esqui antes da subida. Mas também é possível ir com trajes normais e apenas caminhar pela neve, correndo o risco de ter o pé molhado e congelado dependendo de suas peripécias.
Eu fui pra lá no verão, em junho, mesmo assim as montanhas estão todas completamente brancas (vide fotos), e boa parte das pistas de esqui estão abertas também. Lá em cima, peguei temperatura de cerca de 2 graus negativos. Lá em baixo, na cidade, onde só neva no inverno, peguei entre 10 e 15 graus Celsius.
Para os mais esportistas, existem diversas outras opções em qualquer estação do ano. Além de várias pistas de esqui, snowboard e derivados, alguns pontos podem ser atingidos com caminhadas ou trekking. Também é possível fazer escaladas, alugar bicicletas e até passeios de helicóptero. No site oficial de Zermatt (www.zermatt.ch) há boas explicações sobre esse paraíso nos Alpes.
Nos próximos posts escreverei um pouco mais sobre outras cidades suíças. Zurique, Berna, Genebra, Basel, Neuchatel, Lugano, Interlaken, Grindelwald, Jungfrau e região são alguns dos lugares que a Euro-2008 me proporcionou conhecer.
Legendas: 1) Matterhorn, a montanha mais famosa da Suíça, representada no chocolate Toblerone - 2) Vista das montanhas e muita neve nos Alpes Suíços - 3) Plataforma de observação em Matterhorn Klein, a 3.883 metros de altitude - 4) Restaurante em Schwarzsee, a primeira etapa na subida do Matterhorn Glacier Paradise - 5) Cidade de Zermatt, encravada no meio das montanhas, vista do teleférico - 6) Ruazinhas de Zermatt
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Budapeste: dos banhos termais às influências históricas, a diversificada capital da Hungria
Fundada pelos romanos, ocupada pelos magiares, dominada pelos turco-otomanos, invadida pelos nazistas e tomada pelos comunistas soviéticos. Esta é Budapeste, a capital da Hungria, hoje um território livre e independente. Uma das cidades mais interessantes do Leste Europeu (em minha opinião, a mais interessante), e por que não, de toda a Europa.
Talvez por sua história de conflitos e superação, um dos povos mais simpáticos do continente. Talvez por ter sido dominada por tantos povos, uma cidade que mistura as mais distintas características. O velho com o novo. O conservadorismo com a modernidade. Os tradicionais banhos termais com piscinas no verão. Fato é que, seja por suas construções, pela sua população ou pela agitação, Budapeste é um dos destinos que eu considero obrigatório na Europa. Gostei bastante de lá.
Estive na capital húngara em julho de 2009, com os amigos Gabriel e Suelen. Fiquei dois dias inteiros por lá, mas por muito pouco não troquei minha passagem para ficar mais tempo. Só não fiz isso porque o cronograma para a sequência da viagem estava apertado. Vindo de Praga e depois indo para a Romênia (ambos os trajetos feitos de trem noturno, de 6 a 7 horas de duração), cheguei e saí da cidade de trem, na estação Keleti, de fácil acesso e ligada ao centrão por linha de metrô ou até mesmo por uma caminhada de cerca de 20 minutos. Ficamos no hostel Central Backpack King, pagando apenas 10 euros a diária. Lugar pequeno e simples, mas hospitaleiro, agradável e bem localizado.
Budapeste é cortada no meio pelo Rio Danúbio, que a divide em duas áreas: Buda e Peste, que antes eram duas cidades separadas, unificadas em 1873. Buda é onde estão as atrações mais históricas e culturais, Peste é onde fica a parte mais comercial e badalada. Apesar da divisão, quase tudo dos dois lados pode ser alcançado a pé se você tiver com o fôlego em dia. Para alguns locais, vale a pena pegar o antigo e eficiente metrô. A ligação entre as duas áreas da capital é feita por pontes, a principal e mais antiga delas, na parte central, é a Széchenyi Lánchíd (Ponte das Correntes).
Do lado de Buda, ao fundo da ponte, avista-se o imponente Palácio Real, ou Palácio de Buda, localizado no alto de um morro (Castle Hill, ou Varhégy). Para subir até lá, é possível ir andando, ou pagando-se um funicular para os mais preguiçosos. A vista lá do alto já vale bastante, já que você tem uma visão de quase toda a cidade, do rio e das principais grandes construções. Para quem quer se aprofundar na história e na arte, pode-se desembolsar alguns forints e entrar no palácio, que abriga museus, como a Galeria Nacional Húngara. Nos arredores, também pode-se visitar as ruínas de um forte romano ou um labirinto de túneis e cavernas.
Ainda na parte alta de Buda, seguindo-se um pouco mais à frente, está a praça central da região, a Szentháromság tér (Vai tentar falar esse palavrão lá pra ver se dá certo. Na dúvida, mete um Central Square em inglês que eles entendem). Bem ao lado, ficam a igreja Mátyás-Templom e o Fishermen`s Bastion, uma espécie de terraço, bonita construção, também com uma bela vista para a cidade.
Do lado de Peste, os destaques são o imponente prédio do Parlamento, com arquitetura inspirada no Parlamento inglês, e a Basílica Szent István (São Estevão). A Vörösmarty tér é uma movimentada praça com várias lojas, restaurantes e cafés ao redor. A principal avenida é a Andrássy ut, que conta com bonitas construções em suas margens, além de atrações como a Ópera e o Museu do Terror. Ao final dela, está a Hosök tere (Praça dos Heróis), com os monumentos Milenar e dos Heróis Nacionais. Ao lado, há o Museu de Belas Artes. Atrás da praça, fica o agradável City Park, área verde que abriga o zoológico, um castelo (Vajdahunyad) e um dos principais banhos termais da cidade.
Por falar em banhos termais, este é um programa que precisa estar no roteiro de qualquer forma, seja no frio ou no calor. Existem dezenas deles espalhados por Budapeste, é uma tradição local. É uma espécie de clube, no qual você paga uma entrada que te dá direito a algumas horas no local, que conta com diversas piscinas com águas medicinais das mais variadas temperaturas. Fui ao Széchenyi, acho que o maior da cidade, localizado no City Park. Essa terma conta com muitas piscinas e banheiras hidromassagens indoors e uma boa área ao ar livre com piscinas grandes, ótima escolha durante o verão. O público é bem variado, desde senhoras com a família e crianças até jovens sorridentes húngaras, essas últimas são sempre uma boa opção para pegar “informação” sobre a balada à noite. Outro banho termal bastante conhecido por lá é o Gellért, que fica dentro de uma construção em Art Nouveau com colunas de mármore.
As atrações noturnas também são bem diversificadas e, como em qualquer lugar, vale perguntar no hostel sobre o que está bombando na época. Principalmente no verão, bares e baladas com espaço a céu aberto na beira do rio costumam ser os melhores, e alguns também na Margit sziget (Margaret Island), uma ilha no meio do Danúbio. No centro de Peste também há bastante agitação, me lembro de um pub/balada chamado Morrison`s.
Seja durante o dia ou à noite, seja você uma pessoa tranqüila ou agitada, certamente você vai encontrar uma atração que se encaixe ao seu perfil em Budapeste. E mesmo que você não compreenda uma só palavra do complicadíssimo idioma húngaro durante a viagem, você vai entender um pouco mais sobre uma cultura diversificada, seja apreciando uma obra de arte dentro de um museu ou tomando uma cerveja com os moradores locais.
Legendas: 1) Széchenyi Lánchíd (Ponte das Correntes), com o Palácio Real (de Buda), ao fundo - 2) Vista da cidade do alto do Castle Hill - 3) Basílica Szent István (São Estevão) - 4) Banho termal de Széchenyi - 5) Budapeste à noite, desde a ponte de Margaret Island
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